
Que Pena do Tempo!
Se o tempo tem pena
que vai e que vem
escrevendo a historia
sem esquecer ninguém,
Então desperta a mocinha
que não sai da janela,
antes que a pena do tempo
passe antes da banda
nas ruas da vida dela.
Consola a senhora
que chora sozinha
e mostra-lhe memórias
que nem a pena do tempo
pode apagar da sua história
Lê no rosto singelo
do homem que é velho,
as marcas que ao tempo
pensou pertencer
mas que falam de amores,
de sonhos e dores
e de uma vida
que vale a pena viver.
E conta ao poeta
que o tempo tem pernas
que as vezes anda
outras vezes espera,
mas que os versos que escreve
tem asas que o tempo
não pode deter
pois eternizam o amor
que doeu em mim
e exalou de você.
Tem pena da pena
com começo e fim
e mostra-lhe a letra
escrita por ela
eternizando o momento
que o tempo levou
cravando pra sempre
em letra eternas
alegrias e sonhos
e tempos de dor
as suas histórias
e os seus contos de amor!
Arlete Castro
Agosto de 2009